O amor assassino musicado de Nicole Scherzinger



Que a cantora Nicole Scherzinger conhece os altos e baixos da sua carreira, isso é fato. Mas, após ela ter deixado o grupo Pussycat Dolls, essa beleza nascida no Hawaii vem apenas subindo, desde então, rumo ao topo. Ano passado (2010), Nicole Scherzinger participou e ganhou da 10ª temporada de Dancing With The Stars, atuou no musical da Broadway Rent, apareceu como jurada convidada na versão britânica do The X Factor e hoje é jurada fixa do The X Factor americano. Não menos importante e mais animador para a cantora, finalmente o álbum de estréia solo da ex-Pussycat Dolls - Killer Love – viu mesmo a luz do dia após sucessivos adiamentos e mudanças sofridas pelo seu primeiro projeto (Her Name Is Nicole), que estava idealizado desde 2007, saindo com várias mudanças só agora em 2011.

Neste meio tempo, mesmo carregando a faixa flop em seu peito, Nicole Scherzinger se fortaleceu, firmou parcerias e acertou em cheio o alvo com seu Killer Love. Quase como uma autobiografia da cantora, Killer Love pode ser dividido em animador e emocionante, quente e ‘pra chorar’. Assim, analisando música a música, conheça mais sobre esse amor assassino de Nicole Scherzinger:

1. Poison – Foi escrita pela própria cantora e é a primeira canção a ser lançada em três anos. Bem animadora, a música possui batidas fortes e dançantes, apresentada a partir de uma fórmula bem pop-dance. Conseguiu o 1º lugas nas paradas na Escócia e Reino Unido, de quebra ainda ficou entre o Top 30 da  Eslováquia, Irlanda, Bulgária e Polónia. No clipe, Nicole é um misto de heroína e vilã, ambas bem construídas.

2. Killer Love - Música que dá título ao álbum, Killer Love também foi escrita por Nicole e carrega um grande sentimento quanto a esse amor assassino retratado. Com batidas fortes, a música foi pesquisada para brevemente ser lançado como single, mas não há nenhuma certeza.

3. Don’t Hold Your Breath – Sinceramente, tenho imenso fascínio por este segundo single, Don’t Hold Your Breath. Essa, talvez, seja a música que mais reparte opiniões na nova etapa da carreira da Nicole, no qual, o time dos que amam é tão grande quanto o time dos que odeiam. Tanto na música quanto no clipe, creio que há uma Nicole mais pura, real, sem tanta maquiagem, roupas apertadas e todo o resto que traga o pensamento quanto as Pussycat Dolls. A faixa é simples e cumpre seu papel sendo emocionante e forte ao mesmo tempo, assim alcançou o 1º lugar nas paradas do Reino Unido, França, Eslováquia, Bulgária, Escócia, Irlanda, Bélgica, Polônia e Austrália.

4. You Will Be Loved – Gostei pouco, mas é a uma faixa “bonitinha” e sentimental. É gostosinha de ouvir e traz uma batida completamente sensível, mostrando a potência da voz da Nicole que nasceu para as músicas dramáticas e tristes… com gritos e gemidos doloridos.

5. Wet – Na minha lista das melhores músicas, Wet está incluída. É o quarto single do Killer Love... é uma música muito quente e excitante. Te faz suar, assim como está Nicole no clipe.

6. Say Yes – Digo sim que essa é aquela música que quando começa eu mudo pra próxima. Mas vale a pena ouvir essa insistência para que o cara diga sim.

7. Club Banger Nation – É típica música feita especialmente para se destacar e se fixar nas mais animadas baladas e é mais uma das quais está na minha lista de músicas preferidas desse solo da Nicole. É o tipo de música para se ouvir, dançar e cantar… é uma verdadeira pré festa.

8. Power’s Out (feat. Sting) – Música que é um misto de sentimentos. Nicole junto ao Sting convencem nessa parceria gravada em 2007. É o tipo de música que satisfaz cada dia mais, que nos faz esquecer da imagem sexy da Nicole, para nos fazer pensar o quanto doce e talentosa ela é.

9. Desperate – É mais uma música das quais, quando começa, eu mudo pra próxima. Soa como uma sobra ou inserida no álbum apenas para encher.

10. Heartbeat (feat. Enrique Iglesias) – Escrita pelo próprio Enrique Iglesias, Heartbeat também está na lista das que mais gosto. Dizem que Enrique escreveu a letra pensando logo na Nicole. É uma parceria que deu certo por ser frágil e ter uma perfeita combinação de ambas vozes. Heartbeat alcançou os TOP 10 da Austrália, Bélgica, Dinamarca, Europa, Eslováquia, Irlanda, Reino Unido, Suécia e é a mistura na dose certa das duas propostas iniciais do álbum: é para as pistas e para os apaixonados.

11. Casualty – Também da lista das quais eu mais gosto, Casualty é um sofrimento cantado. Acho que é uma das músicas que mais exige da voz da Nicole, o que a torna mais bonita. Os arranjos são cativantes e leves, você se coloca como sendo a vítima ou o causador dessa dor.

12. AmenJena – Essa sim é uma das quais lutam pelo pódio da melhor música deste solo de Nicole Scherzinger. É a faixa mais intensa, onde a voz da Nicole se casa perfeitamente com o romantismo e depressão que a letra (escrita por ela mesma) apresenta. Resumindo, AmenJena foi escrita num dia e colocada no Killer Love no outro.

Lembrando ainda que a versão americana do solo da Nicole Scherzinger contará com uma lista de fixas diferentes. Inicialmente se sabe que serão 05 novas faixas e vários outras parcerias... vale constar a música Try With Me que é o single recém lançado e já com clipe.


13. Right There – Terceiro single, Right There foi à primeira música de Killer Love a ser lançado nos Estados Unidos e alcançou o Top 20 no Reino Unido e Escócia. Comparada a música Rude Boy,da Rihanna, Right There apresenta uma batida sexy e animadora. Além disso, uma versão alternativa da música foi gravada com 50 Cent, que será incluído na versão dos EUA de Killer Love. Assim, foram gravados dois clipes para a mesma música, sendo uma com o rapper e outra que apenas mostra a bela Nicole solo.

14. Everybody – Mais uma faixa sentimental e emocionante, sendo a que apresenta a letra mais sofrida e a batida mais reflexiva.

No mais, Killer Love está subindo nas paradas rapidamente, estando em 1º lugar dentre os mais vendidos no Reino Unido, Irlanda, Suíça, Escócia e França. Entretanto, o álbum ainda não tem previsão de lançamento no Brasil, mas, muitos fãs já possuem seu Killer Love importado que tem data de lançamento para o dia 06 de dezembro de 2011 nos E.U.A.

Nota: 09/10
Lançamento: 18 de março de 2011 e 06 de dezembro de 2011
Gênero: Pop
Duração: 55:10
Idioma: Inglês
Gravadora: Universal Music

 

 

 

 

STRONGER: A super volta da Kelly Clarkson

E foi após vencer a primeira edição do programa de televisão americano ‘American Idol’ em 2002 que Kelly Clarkson assinou contrato e entrou de vez pro mundo comercial da música.

Seu primeiro trabalho foi marcado pelo pop em mistura com pegadas r&b e foi intitulado de Thankful (2003) em gratidão pelo reconhecimento e vitória no programa, seguido de Breakaway (2004) trazendo vários hits e prêmios para a cantora com "Since U Been Gone", "Because Of You "e "Breakaway". Foi com My December (2007) que a cantora começou sua saga contra o comercial, pois, tendo esse seu terceiro e escuro trabalho uma pegada mais pesada e amarga (diferente dos demais), Kelly assustou a gravadora, no qual, deu início a uma polêmica discussão entre a cantora e sua gravadora... mas, nos finalmente, seu trabalho foi lançado como a própria cantora queria e a gravadora apenas provocou um boicote fazendo uma divulgação limitada e permitindo o lançamento de apenas dois singles, sendo Never Again e Don’t Waste Your Time. Em 2009 Kelly voltou ao cenário musical com All I Ever Wanted mostrando em meio suas músicas tudo o que sempre quis, no qual, lhe rendeu primeiro lugar durante meses e várias indicações a prêmios por este trabalho. Uma vez que as músicas "My Life Would Suck Without You" e "Already Gone" quebraram recordes de maior pulo da história nas paradas musicais.

Agora mais forte (como já se intitula o próprio trabalho Stronger), Kelly volta mostrando que nada precisa ser 100% voltado para o comercial e diz que
Stronger é crocante, é pessoal, raivoso e carinhoso. Nem todas as músicas são de minha autoria, mas retratam bem o que sinto e quero dizer. Posso dizer que é a combinação de todas as minhas músicas já lançadas.

Para quem ainda não conferiu toda a força que Kelly Clarkson traz em seu Stronger, abaixo apresento música a música e descrevo um pouco sobre essas 13 faixas:


- MR. KNOW IT ALL
Kelly já chega dizendo “Você não sabe nada sobre mim” e mostra, por meio deste primeiro single/hit, a força que ela tem para seguir e passar por cima das críticas, julgamentos e afins.
Vale lembrar que Mr. Know It All já possui um clipe onde (muita das imagens) mostra Kelly de costas para uma parede que se encontra várias reportagens e publicações que citaram ela.


- WHAT DOESN’T KILL YOU (STRONGER)
Com uma típica sonoridade já conhecida dos trabalhos antigos da Kelly Clarkson, essa música é uma baladinha onde Kelly explica que “Essa canção deve mostrar pra todos que não estamos sozinhos quando realmente estamos sozinhos. Temos uma forma desconhecida dentro da gente.

 

- DARK SIDE
Como já diz no título, essa música é o lado escuro de Stronger e a música queridinha dos fãs de Kelly.
Dark Side diz que “Todo mundo tem um lado escuro “, retratando assim em sua letra o ter mais autenticidade no relacionamento e não mentir sobre você mesmo.

 

- HONESTLY
Kelly canta “Você pode me julgar, me amar / Se você está me odiando, sinta honestamente”, onde soa como um desabafo, um murmúrio finalizado com “Você pode me dizer, você pode me dizer”.

 

- YOU LOVE ME
Me remete a música dos anos 80 ou fim dos 70.
Uma baladinha para fim de filme de romance por ser comovente e trazer a Kelly cantando “Você disse que me ama, mas que eu não sou bom o suficiente, não sou bom o suficiente”.

 

- EINSTEIN
Canção de matemática simples, no qual traz a seguinte soma "Eu posso não ser Einstein, mas eu sei burro + burro = você." onde a música se encontra em seu ponto alto.
Soa sinistramente algo divertido e de pura matemática... misturando a soma, a divisão, multiplicação, onde o resultado obtido é chamar de burro alguém que desperdiçou e deixou acabar um sentimento bom.

 

- STANDING IN FRONT OF YOU
Baladinha que se difere das outras por ter uma pegada mais rockzinha e um vocal mais poderoso.

- I FORGIVE YOU
Perdoando então, Kelly diz que I Forgive You é uma das melhores canções de Stronger.
É um lamento incorporado a um perdão que pode não ser fácil de conseguir depois de tudo, pois é cantado "Porque as luzes estão acesas / E não há ninguém em casa.

 

- HELLO
Soa como o balando das músicas dos anos 90 contando sobre as memórias de alguém que está com o coração partido.

 

- THE WAR IS OVER
Me faz lembrar da música Already Gone de 2009, onde é impressionante a sonoridade que se casa perfeitamente com o vocal. The War Is Over tem seu ápice quando Kelly canta "Tudo que posso dizer é / Você não me merece / Você não me merece.” Se mostrando triste e decidida.

 

- LET ME DOWN
Como se Kelly tivesse frente a frente com alguém no qual ela canta dizendo "Você só vai me deixar para baixo / Quando ele conta, é contagem regressiva / Você só vai me deixar para fora / Como eu queimo, você irá queimar."

Há uma vibe mais rock... não decepciona.


- YOU CAN’T WIN
A levada pop faz de You Can’t Win uma música simpática, animadinha e verdadeira, uma vez que a música foi escrita em meio aos rumores de publicações julgando o peso, sexualidade e imagem da própria Kelly Clarkson.
Kelly, frente todas essas bombas canta várias interrogações e respostas para vários tabus.

 

- BREAKING YOUR OWN HEART
Ultima e não quebrando o meu próprio coração, Breaking Your Own Heart mostra que Kelly tomou as rédeas de Stronger e injetou seu próprio pop rock.
Em meio várias críticas positivas e negativas, as revistas brasileiras especializadas julgaram (em sua maioria) sendo essa música o tapa que Kelly Clarkson dá na sociedade.

 

Stronger possui a colaboração de vários hitmakers conhecidos do mundo da música e há uma sonoridade bastante eclética e unida, indo do dance, country rock, r&b e demais influências.
No mais, é a representação certa de baladinhas chorosas, uma dose certa de raiva, auto-piedade e uma crescente alegria, reconhecendo em si mesma a força que vem de dentro.

Nota: 07/10
Lançamento: 24 de outubro de 2011
Gênero: Pop Rock
Duração: 47:27
Gravadora(s): RCA

 

O Moinho de Sentimentos do Coldplay

Em meio ao novo pop/rock alternativo, mudanças durante os processos de gravação, uma pitada de cores quentes e frias, variadas influências e uma batida diferente das demais por eles já lançadas, os ingleses do Coldplay criaram seu moinho de madeira, ou no bom e velho inglês, Mylo Xyloto (pronuncia-se my-lo zy-leto) e seguem fazendo bonito e se reinventando.
Mylo Xyloto é o quinto álbum de estúdio da banda no qual cativa e solidifica o Coldplay na posição respeitosa de uma das maiores bandas do mundo, colaborando assim com todas as vertentes musicais.
Conforme Chris Martin (vocalista, guitarrista, tecladista e pianista), Guy Berryman (baixista), Jon Buckland (guitarrista), Will Champion (baterista) e o Phil Harvey (diretor de criação e quinto membro não-oficial), este quinto trabalho é uma mistura de todas as fases que juntos eles passaram, no qual criaram um álbum conceitual, uma soma dos mesmos elementos já usados, mas com sentimentos diferentes.
Descrito por Chris, Mylo Xyloto “É sobre pessoas que estão perdidas em um ambiente hostil e encontram um no outro uma maneira de sobreviver. É uma história de amor, basicamente. Mas não tem muitos dragões ou montanhas, que eu acho que é o que as pessoas associam com álbuns conceituais. Nós realmente sentimos que o álbum, enquanto formato, está tão ameaçado, que deveríamos fazer um esforço para fazer um trabalho coeso. E, mesmo que os fãs não queiram possuir todas as músicas, o álbum faz sentido como uma unidade, caso alguém se interesse nisso. Então, se você quiser encontrar uma narrativa durante a audição, você poderá, e isso é algo que nós apenas nos divertimos fazendo.”
Para quem ainda não conferiu o moinho de madeira do Coldplay, abaixo apresento música a música e descrevo um pouco sobre essas 14 faixas:

 

- MYLO XYLOTO
Em grego, o nome dessa primeira faixa que intitula também este trabalho quer dizer moinho de madeira, e é meio como um ar que faz mover esse moinho que a música soa.
É de composição de todos os integrantes da banda e tem duração apenas de 00:42 segundos.

 

- HURTS LIKE HEAVEN
Essa verdadeira e animadora faixa de abertura não dói nada como o céu, mas, te convida a levantar e seguir, a não desanimar. Seu pequeno coro de “Ôôô” e a vontade de bater palma te faz aquecer e entusiasmar.

 

- PARADISE
Este é o segundo single do Mylo Xyloto e já possui até uma historinha emocionante de um elefante como clip.
Ela vibra em meio a repetição de Para-para-paradise e traz a martelada da sonoridade típica dos ingleses do Coldplay.
Paradise é a música queridinha da maioria dos integrantes do Coldplay.

 

- CHARLIE BROWN
Música escrita depois do grupo ter ido ao show do Bruce Springsteen e terem se trancado na antiga casa de brinquedos da filha do Chris, no qual, que hoje se tornou um pequeno estúdio.
Soa como um mundo infantil entrelaçado ao Snoop com uma pegada bem alternativa.

 

- US AGAINST THE WORLD
Essa é a chamada “partir pra briga”. É a canção na qual a banda se coloca contra o mundo para encontrar alguém que tanto amam. Soa como um querer e lutar contra tudo e todos para estar sempre ao lado de uma pessoa que te faz bem.

 

-  M.M.I.X.
Como diz o próprio guitarrista da banda “Não tem nada a ver com nada… Ela representa nada, é apenas uma coleção de letras. É apenas um longo serviço de guitarra a ser feito”, mas, pra mim, M.M.I.X. é os 00:48 segundos mais fantasiosos e sonhadores.

 

- EVERY TEARDROP IS AWATERFALL
Foi à estrelinha primeira a ser lançada e já possui um colorido clipe.
É um banho positivo, um tentar transformar coisas ruins em coisas boas.
Sobre essa faixa ser o primeiro single, Chris Martin disse: “Nós, como uma banda, já passamos por alguns incidentes engraçados em que pessoas foram agressivas em relação a nós ou a coisa do tipo. E um monte de álbuns são alimentados por uma espécie de fogo que vem para transformar a negatividade em positividade. E acho que todos em sua vida tem algo assim.”


- MAJOR MINUS
Em meio toda essa vibe animadora, Major Minus aparece como sendo uma música tema para vilões, mas soa como um tom sombrio leve.


- U.F.O.
U.F.O. foi a primeira música escrita pelo grupo para o Mylo Xyloto. É um acústico onde o instrumental se desenvolve em todo o desenrolar de todas as músicas deste trabalho. É se encontrar perdido em vários acordes.


- PRINCESS OF CHINA
Chris diz que “Realmente meio que compus essa música para Rihanna e acabei gostando demais dela. E então, ficou claro que seria uma espécie de bate e volta entre um casal. Demorou cerca de um ano para criar coragem, mas, eventualmente, eu perguntei a ela e ela não se mostrou indisposta. Eu toquei para ela num piano em Los Angeles. E eu tenho que dizer, foi muito estressante. E então ela disse, ‘Ah, tá bom, vamos.”
Princess Of China está entre a mais cotadas para ser o terceiro single deste quinto trabalho.

- UP IN FLAMES
Não, não há nada em chamas e essa sim é a música que o Will Champion (baterista) mais curtiu.
Foi composta a cerca de quatro semanas antes do lançamento do Mylo Xyloto e gravada em cinco países em sete dias.

 

- A HOPEFUL TRANSMISSION
Possui apenas 00:33 segundos de um toque que te remete a um relógio alternativo divertido.

- DON’T LET IT BREAK YOUR HEART
Acho que o Coldplay queria mesmo fazer um álbum feliz, e Don’t Let It Break Your Heart mostra que o quanto a banda deu muito de si para este quinto e talvez ultimo trabalho.


- UP WITH THE BIRDS
The end, agora os ingleses estão com os pássaros neste fim de moinho de madeira... É uma canção feliz, típica daqueles finais de filmes onde tudo acaba bem.

 

Mylo Xyloto é sim um daqueles trabalhos para se ter e ouvir a torto e a direita, envolvendo a pegada pop em meio ao rock alternativo de bom gosto e os sintetizadores no ponto certo.
Em entrevista ao jornal britânico Mail On Sunday, Chris Martin disse que não consegue imaginar gravar outro álbum, pois a banda colocou muito tempo e energia na criação de Mylo Xyloto e devem finalizar o Coldplay com este trabalho.

 

Nota: 09/10
Lançamento: 24 de outubro de 2011
Gênero: Rock alternativo
Duração: 41:29
Gravadora(s): Capitol, Parlophone
Produção: Coldplay, Rik Simpson, Brian Eno, Markus Dravs, Daniel Green

 

 

Beyoncé - 4: A lápide de ouro de Sasha Fierce

Se você pensa em encontrar Sasha Fierce e seus hits neste álbum, esqueça!

Depois de ser a artista de 2009, a que mais vendeu no Brasil e no mundo, Beyoncé deu um tempo na carreira e decidiu aproveitar o que não aproveitou enquanto rodava os cinco continentes com a "I Am... Tour". Em recente entrevista ela comentou e explicou um pouco o conceito do álbum:

"Eu levei mais de um ano de folga: eu viajei, passei um tempo com meu marido, acordei na minha própria cama, comei tudo o que eu queria, fui a museus e peças da Broadway, assisti documentários, e apenas tive experiências de vida. Eu nunca cheguei a ir a shows, porque estou normalmente realizando um, assim que eu vi assim muitos shows - grandes bandas, como Muse e Rage Against the Machine, inspirou o álbum. Havia um monte de artistas que eu nunca tinha sido exposta: Sou como uma esponja que tende a absorver tudo, e eu aprendi muito assistindo esses grandes artistas. Ter tempo para crescer como ser humano foi realmente inspirador, e deu-me muito impulso pra partir. Estou animada sobre o meu crescimento. Eu posso apenas me divertir, e ter a liberdade artística para fazer o que quiser. Neste ponto, eu realmente sei quem eu sou, e não sinto que tenho de me colocar em uma caixa. Eu não tenho medo de correr riscos - ninguém pode definir-me."

Tudo parecia lindo e precioso para a nova era de Beyoncé, até que uma demo da então entitulada "Girls (Run The World)" cai na rede e uma tsunami de críticas negativas invadem a carreira de Bey como nunca antes. Fãs e mídia, os dois lados que equilibram um artista estavam posicionados contrários ao novo estilo musical, o chamado "risco" estava sendo posto em teste. Uma sequência de fotos promocionais, tracklist divulgada, performances... nada parecia ajudar o desempenho do álbum, até mesmo a super apresentação no Billboard Awards foi metralhada em comparação com a italiana Lorena Cuccerini. Até que seu álbum cai na íntegra na internet.

Impressionante, brilhante e sórdido. Uma Beyoncé que expõe um lado jamais mostrado antes, emoções reais, sentimentos vividos. O "4" é um álbum para ser apreciado, não para ser digerido pela mídia como o "I Am Sasha Fierce", é um risco de experiência sem nenhum single comercial - com a excessão de "Run The World (Girls)".

Uma pegada R&B mais 80's e 90's, os produtores são Tricky Stewart, The-Dream, Kanye West e Diplo & Switch, com inspiração desde Wind & Fire, Jackson 5, passando por Prince e chegando na atual Florence & The Machine. Da escuridão de "I Care" à clareza de "I Was Here", do vocal cru de "1+1" à sintetizada "End Of Time".

O decepcionante são as faixas da edição de luxo, que poderiam dar um toque mais comercial ao álbum (mas nem tanto). "Lay Up Under Me", "Schoolin' Life" e "Dance For You" formam um túnel do tempo aos anos 80's que te remetem aos clubes onde o globo rodava no teto, os casais iam pra pista e a menininha ficava sozinha no bar.

Por si só o álbum fala, expressa a maturidade dos 29 anos de Beyoncé e concreta um degrau a mais em sua carreira. Ao ver comercial, é um salto de bungee jump. Revisitanto o álbum e pondo-o pra tocar, você descobre: Beyoncé e sua equipe preparam um garimpo, não um álbum, há de descobrir a jóia escondida.

Nota: 9/10

Gravadora: Columbia, Sony Music

Produção Executiva: The-Dream, Beyoncé Knowles, Switch, Shea Taylor

 

Lady Gaga - Born This Way (Álbum): Uma D-R-O-G-A-!

 

Causa curiosidade, estranheza à primeira vista, mas após o primeiro uso é inevitável não repetir mais vezes. Sem dizer as sensações únicas que o álbum traz.

Enquanto o mercado fonográfico mergulha de cabeça no eletro-pop, Lady Gaga fez questão de ficar com um pé atrás e trazer a tona elementos dos anos 1980 e 1990 como mix de teclados, saxofones e vocais incríveis! Desde o sumiço de Whitney Houston tais elementos não eram trazidos à cena pop tão forte e extravagantemente.

Se o "épico" era um elemento de debates, se a capa do álbum não é tão comercial, se a tracklist não segue uma sequência óbvia e rítimica, é tudo uma questão de experimentar e arriscar; e isso sabemos que Gaga não tem o menor medo. Para a maior parte esta é uma torrente incessante de heavy-metal-pop-rave. No mínimo é um triunfo da engenharia de som.

"Hair" se destaca de todo o álbum, não passando uma mensagem óbia na primeira execução mas deixando rastros a cada play dado. Uma canção com um soprano fundido a muito eletrônico e um vocal potente é a faixa em mais potêncial do "Born This Way".

"Heavy Metal Lover" é impressionantemente escura, a sujeirada implacável acaba soando meio daft. A ostentação de 'Highway Unicorn (Road To Love)" aponta para uma espécie de câmara trash de concerto de metal-rave que ainda sai uma bagunça total. Impressionante.

O álbum acaba e você nem lembra que escutou as comerciais "Born This Way" e "Judas". Realmente não é um álbum claro, lógico e certo... muito pelo contrário, se a Mother Monster queria ver os fãs pirando com o novo álbum, é uma peneira pra ver quem ainda é "Just Dance" e quem realmente born this way.

Nota: 9/10

Gravadora: Interscope, Universal Music

Produção Executiva: Lady Gaga, DJ White Shadow, Fernando Garibay, RedOne

 
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